Termômetro : Rouge – Tudo é Rouge

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Se no mundo a fórmula de
sucesso utilizando-se elementos
de girlbands sempre foi
constantemente utilizada para
emplacar grandes nomes como
Spice Girls, Girls Aloud e The
Saturdays, no Brasil podemos
dizer que apenas um grupo pode ser considerado realmente bem sucedido: Rouge.

Formado em 2002 através de um programa de talentos do SBT, o quinteto foi escolhido por uma equipe de jurados liderados por Rick Bonadio, um dos produtores mais visionários, competentes e respeitados do meio musical nacional. O Rouge emplacou e acabou sendo eternizado pelo hit “Ragatanga (Aserehe)”, que até hoje tem um dos refrães mais pegajosos
da história da música mundial.

O tempo se passou, a girlband se
desfez, mas seus hits continuaram na boca de boa parte do público que, ainda que com alguns anos a mais, continuava com um espaço para Aline, Karyn, Fantine, Patrícia
e Luciana em seus corações e
iPods. Uma campanha pedindo o
retorno do Rouge para comemorar os 10 anos de sua formação começou pela internet e Bonadio acabou reunindo as garotas para programar uma comemoração.

A única integrante do grupo que
não aceitou participar do projeto, foi a mineira Luciana Andrade, vista com fúria por boa parte dos fãs do agora quarteto e como grande
responsável pelo fim da banda.
Ainda que seja inquestionavelmente a mais talentosa dentre as cinco, o
rótulo de vilã atribuído a Luciana é injusto. O Rouge tentou prosseguir como um quarteto, sem conseguir emplacar novos hits por demérito próprio.

“Tudo é Rouge” é o resultado do
grande retorno do Rouge ao cenário musical. A parte boa é que o grupo não apostou em uma balada mela-cueca para sua volta. A parte ruim é que se fosse uma balada, talvez o
resultado pudesse não ser uma
produção tão cafona quanto a em
questão.

Mais parece que Calvin Harris foi
levado à década de 80’ para
produzir o tema de abertura de
Jaspion. O arranjo completamente ultrapassado só não é pior do que a letra que mais parece um amontoado de frases de efeito coroadas com menções desesperadas pós-refrão ao hit “Aserehe”.

Que as intérpretes são boas
cantoras é inegável. Todavia, ao
que parece, a voz principal de
“Tudo é Rouge” acabou mesmo
sendo a da integrante com vocais
menos interessantes: Fantine Thó. O mais complicado é perceber que no single estão presentes falhas de afinação graves como a que pode ser claramente percebida aos 1:54
quando uma das integrantes tenta sem sucesso atingir um tom que não consegue.

Claro que a canção vai empolgar os fãs, que estão dispostos a celebrar a festa de retorno do quarteto em comemoração ao nome que o grupo construiu no passado. Mas nem tudo é tão Rouge assim nessa reunião. Luciana Andrade, muito sabiamente, talvez tenha feito
realmente a escolha certa.

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Luciana Andrade: Nem tudo
é Rouge.

Via: popline

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